Marcadores

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

As raízes do Romantismo - História do Romantismo

  O Mundo as vezes pode parecer um lugar assustador. Um lugar onde não conseguimos ver espaço para nossa vida.
  A descrição acima está muito próxima do que o filósofo Judeu Britânico Isaiah Berlin (século 20) pensava da Alemanha dos séculos 17 e 18, devido as terríveis guerras entre "Católicos" e "Protestantes", a Guerra dos 30 anos.
  O resultado, foi uma Alemanha devastada e reduzida a "Idade Média". Enquanto a França e Inglaterra nadavam de braçada rumo a modernização burguesa industrial, os alemães se afogavam nos ressentimentos e melancolia. Nascia o "Romantismo". essa Alemanha foi seu berço!
  A historiografia "Marxista" costuma dizer, que o romantismo foi a primeira grande ressaca da Europa com a modernização burguesa.
  A modernidade é bipolar. Quando acorda bem, é iluminista, científica e e progressista, assim como nós quando acordamos acreditando em nossa capacidade de produzir sucesso material em nossas vidas.
  Mas quando ela acorda mal, é romântica, ciente da hostilidade do Mundo e em duvida com relação a capacidade de sua grande "Criação", o iluminismo racionalista e técnico-científico. Assim como nós quando acordamos em meio a madrugada, sentindo a solidão de quem investiu sua vida em "Dinheiro", profissão e sucesso material às custas de vínculos efetivos pouco eficazes.
  O romantismo é um ataque ao "Iluminismo" e sua fé na eficácia e na ciência da "Razão".
  Os "Pietistas" eram de classe média baixa, homens de letras, que liam a mística alemã medieval, principalmente como o místico do século 14 "Meister Eckhart".
  Os pietistas viam o mundo tomado pelos horrores do mal,, por isso fugiam para o campo, viviam em silêncio, estudavam, e por isso tinham uma enorme vida interior de enorme força e violência.
  Avida como drama, é como "uma agenda".
 
  O romantismo  nos legou esse sentimento sem cura de que criamos um mundo onde não nos reconhecemos.

Fonte: Folha de São Paulo

Nenhum comentário: